João Riva, colunista da Fitness Brasil, declara que a inteligência artificial tem potencial para substituir profissionais que prestam serviços básicos e pouco diferenciados, oferecendo orientações sobre como os profissionais de Educação Física devem se posicionar para reter clientes. Publicado em 2/4/2026, o texto destaca as mudanças na dinâmica entre a oferta de serviços e a utilização de IA.
Transmissão: Band
Riva, especialista em marketing e branding, argumenta que funções que se limitam a atividades simples podem ser automatizadas facilmente por ferramentas de baixo custo. Ele salienta que, se o serviço profissional se resume ao mínimo aceitável, os clientes tendem a optar por soluções baseadas em inteligência artificial.
O colunista compartilha sua experiência pessoal com o ChatGPT: afirma ter substituído parte dos serviços que costumava contratar, como advogados, nutricionistas, tradutores e mentores, reconhecendo que alguns clientes também migraram para a IA. Para ele, esse movimento auxilia na identificação do tipo de cliente que cada profissional deve buscar.
Quem é substituído e quem deve ser procurado
Segundo Riva, os clientes que trocam profissionais por sistemas de IA geralmente buscam preço mais baixo, facilidade e resultados “aceitáveis”. Esses consumidores não estão interessados em um compromisso de longo prazo ou em um acompanhamento mais próximo. Portanto, o colunista enfatiza que os profissionais devem focar em clientes que valorizam um serviço mais aprofundado e o contato humano.
Para atrair esse perfil de cliente, Riva sugere que o diferencial do profissional seja a dimensão humana do serviço: a capacidade de compreender o contexto completo do cliente, formular perguntas que a IA não faria e manter um contato regular e atencioso. Essa abordagem transforma a tecnologia em um complemento, e não em um substituto.
Visibilidade e posicionamento
O colunista destaca a importância de se destacar em ambientes físicos e digitais para demonstrar esse valor humano. Eventos, reuniões com clientes e parceiros, produção de vídeos e publicação de textos nas redes sociais permitem que o público perceba a diferença entre um serviço mecânico e um trabalho humano. Riva recomenda investir em conteúdo de qualidade, com profundidade e personalidade, ao invés de adotar formatos superficiais ou padronizados.
Ele sugere que a atividade profissional se concentre em oferecer conteúdo relevante em vez de generalidades, e em criar uma identidade pessoal ao invés de adotar uma comunicação “robótica”. Segundo ele, essa estratégia auxilia na atração de clientes que não se contentam apenas com soluções automatizadas.
O autor conclui que, na era da IA, o desafio para os profissionais de Educação Física e empreendedores é demonstrar valor além do mínimo, preservando a relação humana com seus clientes.
Com informações de Fitnessbrasil
