Por Regina Célia Pereira, da Agência Einstein
9/4/2026
Pesquisadores da Universidade Texas A&M realizaram uma meta-análise que analisou 174 investigações com um total de mais de 11 mil participantes. O estudo, publicado no The American Journal of Clinical Nutrition, concluiu que o consumo moderado de carboidratos não está associado ao aumento do risco de doenças cardiovasculares. Além disso, foi observado que dietas que incluem carboidratos de alta qualidade em porções adequadas podem contribuir para a diminuição da pressão arterial e dos níveis de triglicerídeos.
No entanto, os pesquisadores alertaram que dietas extremamente baixas em carboidratos, que priorizam a ingestão de gorduras — como é o caso da dieta cetogênica — podem elevar os níveis do colesterol LDL, conhecido como “ruim”. O aumento desse tipo de colesterol é um fator que favorece a formação de placas nas artérias, um processo chamado aterosclerose. A nutricionista Milena Gomes Vancini, que coordena o Ambulatório de Nutrição da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp), enfatiza: “O problema não é o carboidrato em si, mas sim o seu consumo excessivo.”
A ingestão exagerada de carboidratos refinados — presentes em alimentos como biscoitos, massas e pães feitos com farinha branca — pode resultar na absorção rápida desses nutrientes, elevando os níveis de glicose e insulina no sangue. Quando essa resposta se torna crônica, ela pode levar à resistência à insulina e ao acúmulo de gordura no fígado e na região abdominal, além de provocar alterações no perfil lipídico, como o aumento do colesterol e dos triglicerídeos. Segundo Vancini, essas mudanças estão ligadas ao incremento do risco cardiovascular.
Por outro lado, a restrição severa aos carboidratos também pode trazer danos à saúde. Esse nutriente é fundamental para o fornecimento de energia ao organismo e desempenha um papel crucial no funcionamento do sistema nervoso central. Sua ausência pode resultar em fadiga e dores de cabeça, conforme aponta a nutricionista Evelin de Carvalho dos Santos, do Einstein Hospital Israelita. Em quantidades adequadas, os carboidratos ajudam na preservação da massa muscular.
Qual é a quantidade ideal?
A pesquisa realizada pelos cientistas norte-americanos sugere que o consumo moderado de carboidratos deve ficar entre 26% e 45% das calorias diárias totais, o que equivale a aproximadamente 130 a 230 gramas por dia. Evelin destaca que essa faixa não deve ser considerada uma recomendação universal, pois as necessidades alimentares variam entre indivíduos como atletas profissionais, adolescentes em fase de crescimento e mulheres na menopausa.
Imagem: Pão trançado sobre mesa de madeira
Por isso, é aconselhável buscar orientação nutricional personalizada com profissionais da saúde que possam avaliar as necessidades individuais. A qualidade das fontes alimentares e as combinações entre diferentes grupos alimentares são essenciais: opções integrais — como aveia e pães integrais — leguminosas (feijão e lentilha), tubérculos (batata-doce e inhame) e frutas são preferíveis. Esses alimentos são ricos em fibras, que ajudam na digestão e controlam a absorção da glicose, promovendo uma sensação prolongada de saciedade.
Os nutricionistas também sugerem associar carboidratos a fontes proteicas (como feijões e carnes) e gorduras saudáveis (como abacate e azeite). Essa combinação ajuda a retardar a absorção da glicose e mantém estável o nível de açúcar no sangue. Com base nas orientações profissionais adequadas, os carboidratos podem fazer parte das refeições diárias, incluindo o jantar, desde que sejam consumidos com moderação dentro do contexto alimentar específico para cada pessoa.
Com informações de Fitnessbrasil
Gudyê GR6 é editor-chefe e especialista em tendências musicais e entretenimento na GR6, a maior produtora de funk do Brasil. Com anos de experiência no mercado fonográfico, Gudyê lidera a equipe de conteúdo trazendo as últimas notícias sobre música e cultura urbana. Autor do Post: Gudyê GR6
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