Moradores da Granja Lisboa, em Fortaleza, estão se manifestando sobre o estado de abandono da Rua LO 02, uma via crucial para o acesso ao 32º Distrito Policial. Há mais de 20 anos, a região enfrenta um problema crônico relacionado ao saneamento básico. A comunidade relata que a rua está constantemente sujeita a esgoto a céu aberto, acúmulo de lama e alagamentos frequentes, o que impacta tanto os residentes quanto os policiais que transitam pelo local.
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Os relatos indicam que a situação se deteriorou com o tempo e se tornou uma parte habitual da vida daqueles que precisam percorrer essa área. A combinação entre água parada e esgoto exposto gera um odor forte e propicia o surgimento de insetos e outros vetores, levantando preocupações acerca da saúde pública.
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Desafios diários enfrentados na Rua LO02
A Rua LO02 é vista como um dos principais acessos ao distrito policial mencionado e, conforme os relatos locais, enfrenta problemas estruturais há mais de duas décadas sem uma solução efetiva. Durante períodos chuvosos, a situação se agrava e transforma a via em um verdadeiro atoleiro, complicando o trânsito de pedestres, motociclistas e motoristas.
Os moradores ressaltam que a falta de um sistema de drenagem eficiente impede que a água das chuvas escoe adequadamente, resultando em alagamentos constantes na rua. Além do desconforto gerado pelo mau cheiro, eles afirmam que as condições tornam o local quase intransitável durante as chuvas intensas.
A preocupação com os riscos à saúde devido ao contato com água contaminada é um ponto alarmante para a população local. Crianças e idosos são especialmente vulneráveis durante os períodos de chuva intensa, quando os alagamentos aumentam significativamente.
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Presença de esgoto exposto gera apreensão entre moradores da Granja Lisboa
Outro aspecto destacado pela comunidade é a presença de veículos apreendidos nas proximidades da rua. Segundo os moradores, esses automóveis agem como barreiras improvisadas que dificultam ainda mais o escoamento das águas pluviais e aumentam os pontos de alagamento na via.
Em anos anteriores, equipes da companhia responsável pelo saneamento realizaram intervenções temporárias na região para tentar minimizar os problemas enfrentados pela população. No entanto, atualmente essas ações não estão mais ocorrendo e as manutenções regulares foram suspensas.
A falta de serviços contínuos de drenagem e limpeza é apontada pelos moradores como um dos principais fatores que perpetuam essa situação crítica. Eles relataram que já foram feitas diversas reclamações aos órgãos competentes, mas até agora nenhuma obra definitiva foi iniciada.
Além dos efeitos negativos na mobilidade urbana, a população destaca que esse cenário impacta diretamente sua qualidade de vida. A combinação de esgoto exposto com lama e água acumulada cria insegurança e dificulta atividades cotidianas simples como sair ou entrar em casa durante dias chuvosos.
A comunidade exige providências da Prefeitura de Fortaleza e dos órgãos responsáveis para implementar obras estruturais voltadas à drenagem e saneamento básico na Rua LO02. As principais reivindicações incluem melhorias na rede de escoamento, pavimentação adequada e manutenção regular da área.
Prefeitura é contatada para esclarecimentos sobre a situação
O Portal GCMAIS entrou em contato com a Assessoria da Secretaria Municipal da Conservação e Serviços Públicos (SCSP) em busca de informações sobre a situação relatada pelos moradores da Granja Lisboa.
No momento da publicação desta matéria, não havia resposta da secretaria sobre possíveis intervenções ou cronogramas para resolver os problemas apontados pela comunidade da Rua LO02. As informações serão atualizadas assim que houver retorno por parte da Prefeitura.
A Companhia de Água e Esgoto do Ceará (Cagece) também se manifestou sobre a questão. Confira o conteúdo do comunicado:
“A Companhia de Água e Esgoto do Ceará (Cagece) informa que suas equipes técnicas verificaram nesta sexta-feira (08) que a rede de esgoto na Rua LO02 está operando normalmente sem registros de extravasamentos. Portanto, esses problemas não estão relacionados aos serviços prestados pela companhia.”
“A região conta com a Estação de Tratamento de Esgoto Bom Jardim IV (ETE), onde anualmente são tratados cerca de **157.690 metros cúbicos** de esgoto – equivalente à capacidade de **63 piscinas olímpicas**, assegurando proteção ao meio ambiente.”
“A companhia também ressalta a importância do uso correto do sistema de esgoto pela população, evitando descartar resíduos sólidos ou direcionar águas pluviais ao sistema sanitário, pois isso pode causar sobrecarga durante as chuvas.”
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