A SpaceX e a xAI, subsidiária de inteligência artificial recentemente incorporada ao grupo, estão entre as empresas chamadas a participar de uma competição sigilosa promovida pelo Departamento de Defesa dos Estados Unidos para desenvolver tecnologia de enxame para drones autônomos controlados por voz, segundo reportagem da Reuters.
O desafio, iniciado em janeiro, oferece um prêmio de US$ 100 milhões e tem duração estimada de seis meses. O objetivo central é criar sistemas capazes de transformar comandos de voz em instruções digitais que coordenem, de forma simultânea, múltiplas aeronaves não tripuladas.
Pentágono acelera estratégia para drones e inteligência artificial
A iniciativa é conduzida por uma unidade de inovação do Departamento de Defesa e integra esforços para reduzir entraves burocráticos e fomentar a produção nacional de drones. A ação também está alinhada à estratégia anunciada recentemente pelo Secretário de Defesa dos EUA para modernizar e agilizar capacidades militares baseadas em sistemas não tripulados.
Além do desenvolvimento de sistemas em enxame e da tradução de comandos de voz em ordens digitais, o projeto busca garantir coordenação simultânea de várias aeronaves, simplificar processos regulatórios para inovações militares e incentivar a indústria doméstica de defesa.
O interesse por essas soluções está vinculado à necessidade de neutralizar aeronaves não autorizadas em locais sensíveis. Autoridades norte-americanas procuram alternativas eficazes e de custo mais baixo para proteger aeroportos e grandes eventos, como a Copa do Mundo da FIFA e as celebrações do America250, previstas para atrair grande público neste verão.
Imagem: Divulgação
A movimentação ocorre após a conclusão da aquisição da xAI pela SpaceX, unificando operações espaciais e de inteligência artificial sob o comando de Elon Musk. Essa integração fortalece a atuação do grupo em contratos governamentais estratégicos, especialmente em um momento em que a SpaceX avalia uma possível oferta pública inicial ainda neste ano.
Em 2024, o Pentágono ampliou parcerias com empresas de tecnologia: OpenAI, Google, Anthropic e a própria xAI firmaram contratos que podem chegar a US$ 200 milhões cada para expandir o uso de inteligência artificial em aplicações militares. Em 2015, Musk havia apoiado um apelo por restrições a armas autônomas ofensivas em carta assinada por pesquisadores de IA, posicionamento que contrasta com o avanço atual da automação no setor de defesa.
Com informações de Olhardigital
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