Cerca de 20 dias após o colapso de parte do muro que cercava o aeroporto no bairro Aerolândia, em Fortaleza, os residentes afetados pelos alagamentos e danos causados pelas chuvas ainda buscam respostas e soluções. Desde o incidente, encontros têm sido promovidos entre as famílias, autoridades públicas e representantes das empresas envolvidas.
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Desafios de drenagem afetam a rotina local
As demandas dos moradores incluem compensação por danos materiais e a implementação de soluções permanentes para os problemas de drenagem na área. Embora alguns tentem retomar suas atividades diárias, persiste a apreensão sobre possíveis novos episódios durante a temporada de chuvas.
Mariana Pereira, uma das residentes da região, compartilhou suas preocupações com a equipe da TV Cidade Fortaleza. Ela destacou que ainda existem questões estruturais não resolvidas e um déficit de informações sobre as intervenções programadas.
“Estão tentando fazer a drenagem, mas ainda há água acumulada no topo. O primeiro problema é que a areia precisa ser removida, e até agora não temos um posicionamento sobre quando isso será feito”, comentou Mariana.
A moradora também mencionou que a água continua a invadir residências nas proximidades do local onde o muro desabou. “Falam muito sobre compensar móveis danificados e os estragos nas casas, mas não abordam o essencial, que é o muro e a areia. Quando chove, água ainda entra naquela casa próxima ao muro quebrado devido à pressão. Continua vindo água, mas não temos retorno sobre isso”, acrescentou Mariana.
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Moradores comentam sobre ressarcimento após queda do muro no Aeroporto de Fortaleza
Os residentes relataram que foi prometido que os ressarcimentos pelos danos seriam realizados até esta sexta-feira (1º), enquanto as reformas na drenagem teriam um prazo máximo de 120 dias para serem finalizadas. Mesmo assim, reina um clima de desconfiança entre as famílias.
Jessyca Rodrigues, outra moradora afetada, afirmou que novas manifestações estão em pauta caso os compromissos não sejam honrados.
“As negociações estão em curso e nos deram um prazo de sete dias. Estamos aguardando até amanhã [sexta], já que esse prazo se encerra entre amanhã [sexta] e sábado. Assim, vamos decidir se será necessário realizar outra manifestação”, declarou.
Ela expressou sua preocupação quanto à segurança das estruturas vizinhas após uma visita técnica ao local. “Na ocasião da visita técnica, notamos que esses muros estão bastante instáveis. Não sabemos quais podem ser as consequências disso. Estamos negociando, mas nada concreto foi estabelecido até agora”, afirmou Jessyca Rodrigues.
Defensoria Pública se pronuncia oficialmente sobre a situação
Em comunicado, a Defensoria Pública do Ceará informou que está oferecendo assistência jurídica às famílias afetadas e está acompanhando as negociações com a empresa responsável pela obra. O órgão aguarda laudos técnicos sobre a área para determinar os próximos passos a serem tomados.
A Defesa Civil de Fortaleza anunciou que está realizando inspeções nos imóveis impactados e mantém vigilância constante na região desde as chuvas ocorridas em abril. O órgão também notificou a empresa para que tome medidas imediatas visando reparar os danos causados.
A Aerotrópolis comunicou que as obras de drenagem seguem em progresso sob supervisão da Defesa Civil. Segundo informações da empresa, algumas intervenções já estão mostrando resultados positivos em trechos específicos e fazem parte de um esforço maior para mitigar os impactos dos alagamentos frequentes na área.
Enquanto isso, recomenda-se aos moradores que sigam as orientações dos órgãos responsáveis pela segurança pública, especialmente diante da previsão de novas chuvas. A Defesa Civil informou que poderá oferecer acolhimento temporário às famílias em situações de risco.
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