Edina Camargo, colunista da Fitness Brasil, afirma em texto publicado em 31/3/2026 que o treinamento de força deve ser considerado prioridade na rotina de exercício das mulheres em todas as etapas da vida. Segundo a autora, modalidades como musculação, exercícios com o peso do corpo e treinamento resistido não servem apenas ao aspecto estético, mas atuam como proteção funcional e hormonal ao longo das décadas.
Quem e o que
Edina Camargo (CREF 08347-G/PR), doutora em Educação Física pela Universidade Federal do Paraná, destaca que o fortalecimento muscular é um investimento em saúde que diminui riscos associados ao envelhecimento feminino: perda de massa muscular e perda de massa óssea.
Quando e por quê
No texto, a colunista divide as necessidades por fases da vida:
1. Fase reprodutiva (20–40 anos)
Entre os 20 e 40 anos, o corpo feminino alcança seu máximo de capacidade metabólica. Camargo aponta que esse período é ideal para ‘construir um banco de reservas’ de músculo e osso. O pico de massa óssea costuma ocorrer por volta dos 30 anos, e o estresse mecânico provocado pelo treino resistido é, segundo a autora, o estímulo mais eficaz para aumentar a densidade óssea, reduzindo o risco de fraturas futuras.
Além disso, o treinamento de força melhora a sensibilidade insulínica e contribui para a otimização da composição corporal, o que ajuda no controle de peso e na modulação de sintomas da síndrome pré-menstrual (SPM).
2. Transição (pré-menopausa / climatério)
A partir dos 40 anos, as flutuações hormonais — principalmente a redução do estrogênio — tendem a favorecer o acúmulo de gordura central e a perda de massa magra. Nessa fase, o treino resistido é descrito como o principal meio de frear a sarcopenia. Manter massa muscular é fundamental porque o tecido magro impulsiona o metabolismo; menos músculo implica metabolismo mais lento e maior probabilidade de desenvolver diabetes tipo 2.
Camargo também ressalta que o exercício resistido tem efeitos agudos e crônicos no controle glicêmico, aumentando o número e a sensibilidade dos transportadores de glicose nas células musculares, o que protege contra ganho de peso e resistência insulínica comuns nesta etapa.
3. Menopausa e pós-menopausa
Com a queda definitiva do estrogênio na menopausa, aceleram-se perdas ósseas e musculares. A autora afirma que o treinamento de força é fundamental para preservar a estrutura óssea e reduzir o risco de fraturas no quadril e na coluna — eventos que limitam severamente a autonomia na velhice. Manter a força garante independência funcional, como a capacidade de levantar-se, carregar objetos e evitar quedas. Nesta fase, a recomendação é priorizar movimentos multiarticulares e progressão de cargas.
A mensagem central do texto é que o peso levantado hoje representa um investimento na qualidade de vida futura, e que o treinamento de força deve ser mantido independentemente da idade.
Edina Camargo (CREF 08347-G/PR) é Doutora em Educação Física pela Universidade Federal do Paraná, com linha de pesquisa em Atividade Física e Saúde. Contato: [email protected] / Instagram: @camargoedina
Com informações de Fitnessbrasil
