O aumento da população idosa e a maior busca por qualidade de vida estão reformulando o mercado fitness brasileiro, tornando o público com 60 anos ou mais uma oportunidade econômica relevante para academias, profissionais e empresas do setor. É essa a avaliação do Prof. Dr. Mauro Guiselini em artigo publicado em 13/3/2026.
Quem e o que: A população 60+ no Brasil passou de 22 milhões em 2012 para 34,1 milhões em 2024, um acréscimo de 53,3%. Segundo o texto, até 2030 o país terá mais idosos do que crianças e, em 2050, a previsão é de 90 milhões de pessoas com 60 anos ou mais. Hoje esse grupo movimenta cerca de R$ 2 trilhões por ano e tem renda média de R$ 3.108,00, valor 14,6% acima da média nacional.
Quando e onde: Os dados citados referem-se ao período entre 2012 e 2024, com projeções para 2030 e 2050, e a análise foi publicada pela Fitness Brasil em março de 2026.
Como e por que é relevante: O artigo aponta que essa faixa etária tem maior renda, maior expectativa de vida e interesse crescente por autonomia e saúde. Essas mudanças forçam marcas e serviços a adaptarem produtos, comunicação e experiência para esse público. A digitalização entre os 60+ também é destacada: uso de aplicativos bancários, delivery, plataformas de saúde, redes sociais e compras online, exigindo uma comunicação clara e sem tratamento infantilizante.
Setores com potencial: Turismo e lazer personalizados (viagens seguras e confortáveis, cruzeiros e pacotes para grupos 60+), bem como prevenção em saúde e programas de exercício físico, aparecem como áreas com grande espaço de crescimento.
Recomendações para o mercado fitness: O autor defende que “pratear” estratégias vai além de adaptar equipamentos: é preciso repensar atendimento, design e experiência. Combater o etarismo nos espaços de treino é apontado como essencial. O texto destaca que a maioria dos frequentadores de academias hoje tem entre 29 e 44 anos (aproximadamente 40,97%) e que o segmento 65+ cresceu 53,6% em 2025 (passando de 2,37% para 3,64%).
Programas e práticas indicadas: Para atuar com público 60+ recomenda-se foco na capacidade funcional: exercícios de força, potência, estabilidade e mobilidade para combater sarcopenia e dinapenia, melhorar equilíbrio e reduzir quedas. A estrutura ideal inclui avaliação da capacidade funcional, orientação individualizada, uso da sala de musculação, aulas coletivas com peso corporal e acessórios, princípios do método Pilates e, quando disponível, hidroginástica. O artigo enfatiza a necessidade de equipes de professores especializados.
Quem assina: Prof. Dr. Mauro Guiselini — licenciado e mestre em Educação Física (USP), doutor em Ciências do Movimento Humano (UNIMEP), especialista pelo The Cooper Institute e pela American Fitness Aerobic Association, com 54 anos de atuação e autor de 41 livros. É diretor do Instituto Mauro Guiselini de Ensino e Pesquisa e coordena conteúdos no YouTube e Instagram.
TRANSMISSÃO: Longevidade Saudável (UPLAY TV – Faculdade Uniguaçu) e supervisor/prof
A mensagem central do texto é que o envelhecimento demográfico cria demandas específicas que o mercado fitness precisa responder com programas, comunicação e equipes preparadas para atender a longevidade ativa.
Com informações de Fitnessbrasil
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